Iron Racing 3a. Etapa - a etapa do susto!
Mar 21st, 2008 by Rafael Apocalypse
No último final de semana aconteceu a 3a. Etapa do Circuito Iron Racing de trekking. A corrida foi em São Braz o Suaçui, interior de minas, próximo à Congonhas.
Um domingo com céu coberto por nuvens cinzas, uma chuva fina acompanhou-nos durante a viagem de ida, e durante parte da manhã.
Nessa prova contamos com a presença de um terceiro integrante na equipe AventuraDiet, o Cristiano. Com a presença de mais uma pessoa, pude me concentrar mais na navegação e tempo, e o Claúdio mais na contagem de passos. O Cristiano foi o chipeiro da equipe, responsável por anotar nossas passagens nos PCs, e em cada um deles, marcar nossa passagem conectando o chip ao PC.
Para nossa sorte, durante a prova, e apenas em alguns espaçados minutos uma fina garoa caiu, o que nos ajudou a manter as planilhas secas, já que ainda [por pura falta de vergonha na cara] não fizemos nosso caderno de planilha.
Nessa prova quase tudo saiu bem. Saímos cedo de Belo Horizonte, chegamos cedo no local da largada, conseguimos uma tomada e uma mesa confortável, calculamos todos os tempos com eficiência, sem erros e sem demora, tivemos tempo para alongar, e largamos na hora certa.
Durante os primeiros trechos, nosso aventureiro de primeira viagem, o Cristiano, sentiu-se desconfortável com seu coturno, que derrapava muito na lama da trilha. E esse foi, na minha opinião um dos dificultadores da prova, choveu muito durante toda a semana e a trilha era um lamaçal só. Para andar a distância de dois passos precisávamos dar três, quando não quatro. Isso fez com que a contagem de passos fosse prejudicada, e não conseguimos ficar nem entre os 10 primeiros colocados no passo de ouro.
Mas sem erros no calculo da planilha não estouramos nenhum pc, e para uma equipe relativamente nova, e sem todos os equipamentos tecnológicos que auxiliam nossos adversários, perdemos poucos pontos, menos ainda se compararmos com as duas primeiras etapas, nossa pontuação foi de 2535 pontos. Desses 200 pontos são de minha inteira responsabilidade. Fomos punidos quando eu errei um trecho na navegação. Influenciado por um ‘pc’, que propositadamente estava no lugar errado para nos punir, e por outras equipes que também erraram o caminho.
Ao chegarmos no final da prova, fechando o último pc, da chegada, com pouco mais de 2 minutos de atraso, e com o cronometro indo muito bem durante toda a corrida, comemoramos bastante. Ao recebermos a folha de performance da equipe, ficamos ainda mais entusiasmados. Sabendo que não faríamos o passo de ouro, mas convencidos que ficaríamos entre os 5 primeiros colocados, decidimos esperar a premiação.
Ai veio o susto. Não chegamos entre os 5, nem mesmo entre os 10, esbarramos no 15, fomos os 16 colocados na classificação geral. Com a primeira colocada fazendo apenas 768 pontos.
Comparando nossos gráficos de performance com as das provas anteriores me animo ao saber que finalmente encontramos a fórmula certa, e que agora é questão de treino até figurarmos entre os primeiros colocados.
A prova foi relativamente curta, duas horas e pouco, sem muitos trechos de velocidade alta, mas muito desgastante pelo fato de o chão estar muito escorregadio, o que rendeu uns dois ou três dias de dores na parte posterior das coxas. Também desgastante pelo fato de que entre a segunda etapa e esta, tanto eu quanto o Cláudio não conseguimos treinar um dia sequer. O Excesso de trabalho fez com que passássemos quase um mês sentados na frente do computador sem nenhuma atividade física.
Que venha a próxima etapa, dessa vez noturna, em Ouro Preto, no dia 12 de abril.
