Depois da corrida…
Jan 21st, 2008 by Rafael Apocalypse
Domingo, 20 de Janeiro de 2008, primeira etapa do circuito Iron Racing de trekking. Enduro à pé ou trekking são corridas de regularidade ou velocidade, onde as equipes participantes precisam se orientar em trilhas, literalmente, no meio do mato.
Equipes na fila para o check-in quando as planilhas são entregues
O circuito Iron Racing é uma corrida de regularidade, ou seja, na planilha que cada equipe recebe antes da prova, estão as distâncias, e a velocidade em que devem ser percorridas. Dividindo a velocidade pela distância tem-se o tempo, ou seja o tempo para percorrer aquele trecho.

eu e o Cláudio fazendo nossos cálculos antes da largada
Este ano, a equipe AventuraDiet está correndo na categoria trekkers, pode-se dizer que seja uma categoria mais avançada, e no Iron Racing é a categoria intermediária, entre os novatos, e os graduados. Nesta categoria recebemos a planilha no dia da prova, no momento do check-in. Ou seja, no máximo, duas horas antes da prova começar.

Equipes adversárias fazendo as contas

Uma equipe adversária no momento da largada
Nossa largada foi às 10:16:00, sim os segundos contam muito, pois se você andar mais rápido ou mais devagar do que deveria, irá passar nos PCs (postos de controle) adiantado ou atrasado, e para cada segundo adiantado, sua equipe perde 2 pontos, atrasado, 1 ponto. Quanto menos pontos perdidos, melhor sua colocação. E claro, os PCs não são indicados na planilha.
Os PCs podem ser virtuais ou de tempo, nos virtuais, dependendo da prova, você tem que responder alguma pergunta, nesta etapa, os PCs virtuais nos pediam a distância percorrida desde o incio do trecho. Para saber isso você precisa de duas coisas: 1. estar atento e saber onde você está, em qual trecho da planilha, em qual referência, etc… 2. saber quantos metros andou desde o inicio do trecho, ou em relação à última referencia.
A medição das distâncias não é feita usando um gps ou outro aparelho, mas sim contando os passos, isso mesmo, contando os passos. Cada equipe tem o seu ou os seus contadores de passos, estes medem a distância média de seus passos, e depois dividem as metragens indicadas pela distância média dos passos, para saber quantos passos deverão dar até um determinado ponto.

Cláudio e, à frente os adversários
Na prova de ontem, o Cláudio foi o contador de passos, oficial, já que eu também contei em alguns trechos. Quando encontrávamos um pc virtual, era ele quem multiplicava os passos dados, pela distância média dos passos dele e dava a distância do trecho, e ele foi quase perfeito. Das 24 equipes competindo, cada uma com um contador de passos oficial, o Cláudio foi o 9o. colocado. Parabéns Cláudio! : )
A prova correu bem, de acordo com meu cronômetro, estávamos zerando a maioria dos PCs, ou passando bem perto de zerá-los. Chegamos no neutro (área para descanso) de 7 minutos com folga, saímos um pouco atrasados, mas pouco depois já estávamos zerando os PCs novamente. Bom, era isso que achávamos. Por um erro meu, sim, 100% meu, ao usar uma planilha que eu nunca havia usado, no computador, para auxiliar os cálculos, eu errei em todas as referências de neutro, e isso nos fez adiantar em todos, ou quase todos, os PCs da prova. Com isso perdemos muitos pontos, no total 18.836 pontos, o que na classificação geral colocou nossa equipe na 21a. posição.

Eu por eu mesmo durante a primeira metade da prova
Para uma primeira prova dessa dupla, Cláudio e eu, sem havermos treinado antes, e com uma semana corrida como tivemos, além do problema com a planilha, acreditamos que fomos bem. Não vacilamos com referências e nem nas contagens de passos, tanto que o Cláudio foi o nono colocado no Passo de Ouro, e em nenhuma hora nos perdemos.
Banana, água e muita melancia no neutro de 7 minutos, quase metade da prova
O único acidente de todo o percurso foi um tombo monstro que eu tive. estávamos em uma decida, muito ingrime, achando que estávamos atrasados, correndo, quando eu tropecei e decolei. Voei uns 2 metros e encontrei, ou melhor, minhas costelas encontraram, uma árvore, a pancada foi forte, rasgou toda a minha calça, e se eu não corresse com uma bermuda por baixo da calça, teria terminado a prova de cueca. Mas felizmente eu não tive nada além de escoriações, e alguns segundos depois eu já estava de volta à prova.
O que restou da minha calça depois do tombo.
No final da prova, com joelhos esfolados, sujo e muito cansado
troféus para os vencedores
alguns vencedores
segundo a organização, cerca de 300 litros de leite foram doados pelos competidores para uma insituição de caridade de BH.
Dia 17 de fevereiro tem mais, desta vez em Lavras Novas/MG. Estaremos lá.

Banana, água e muita melancia no neutro de 7 minutos, quase metade da prova

O que restou da minha calça depois do tombo.
No final da prova, com joelhos esfolados, sujo e muito cansado
troféus para os vencedores
alguns vencedores
segundo a organização, cerca de 300 litros de leite foram doados pelos competidores
para uma insituição de caridade de BH.