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Faltam poucos dias para a próxima etapa do Iron Adventure, menos de 2 semanas e só hoje me caiu a ficha.

 

Vai estar frio demais nesta prova. Inverno, madrugada em Mariana, caminhando no meio do mato…. Se eu tivesse um pouquinho mais de juízo não participaria desta etapa. Mas vontade de superar este desafio é maior, ao menos até o momento, que qualquer dificuldade que consigo prever.

 

Mudando de assunto, vou falar um pouco de como procuro me preparar para as provas de trekking e demais atividades de aventura que me proponha a realizar.

 

Após mais de 4 meses sem praticar uma atividade física regular, voltei há pouco mais de 2 semanas a nadar, atividade que iniciei aos 13 anos por recomendação médica (falo sobre isto depois). Jamais cheguei perto de me tornar um nadador profissional, mas sempre procurei participar de competições pela academia, não pela disputa, mas principalmente pelas brincadeiras e bom relacionamento com os amigos de nossa equipe e adversários, estas coisas do esporte.

 

Olha, fico devendo a continuação. Já são 23:56 e preciso acordar às 6:20 para ir trabalhar.

 

Nos falamos em breve.

 

PS. Está confirmado, a prova terá aproximadamente 31km. Dá para ir de Mariana a Ouro Preto e voltar…

Há alguns dias Rafael comentou sobre a etapa de Betim do Iron Racing, não foi a etapa mais longa do semestre, apenas 11.906 passos contados pelo método tradicional ;), mas certamente foi a com maiores médias de velocidade e, apesar dos pequenos erros cometidos, este foi o nosso melhor resultado desde que começamos a “correr” juntos. Estamos pegando o jeito, mas ainda há muito o que melhorar, já que ainda não encontramos nossa “fórmula mágica” para manter o ritmo entre as referências.

Também obtivemos nossa melhor colocação no “Passo de ouro”, 8ª com apenas 117 pontos perdidos contra 72 do primeiro colocado.

Além do sol já citado anteriormente, um fator que poderia ter me gerado grande desconforto nesta etapa, em função do uso lentes de contato, foi a poeira, presença constante nos trechos em que passamos por estradas de terra movimentadas. Felizmente só foi preciso proteger um pouco mais os olhos e não olhar contra o vento para passar ileso por este possível contra-tempo

“Obstáculos” inusitados:
Notamos nesta etapa que estamos ficando famosos. Fomos abordados por algumas equipes que reconheceram o Rafael e nos parabenizaram pelo Aventura Diet e pela matéria sobre Diabetes e esportes de aventura, publicada na 14ª edição do Jornal do Trekking.

A próxima etapa será em Mariana, na madrugada de domingo 07 de julho, e tem duração prevista de 12 horas, como não disputamos a 4ª etapa em Ouro Preto, este será nossa primeira etapa noturna do ano. Espero por vocês lá.

Estivemos o Claúdio e eu, presentes em mais uma etapa do Circuito Iron Racing de trekking. A prova aconteceu em Betim, próximo a Belo Horizonte.

Vou abrir um parágrafo parenteses aqui: Sinto muita falta da planilhas que o Wellington fazia, dois anos atrás, ensinando a chegar nos locais das provas. Esse ano, em todas as etapas precisei de ajuda do Mr. GoogleMaps pra descobrir os caminhos.

A prova foi bastante rápida 3h e alguns minutos, mas foi também bem intensa, com trechos de velocidade mais alta, e o calor voltou a castigar e o tempo seco também não ajudou em nada.

O Neutro de 10 minutos, que é a parada de ‘descanso’ da prova estava no começo, bem antes da metade, no treco 17 de 54. Mal haviamos começado a prova, e nem mesmo foi necessário re-abastecer as garrafas de água ou o camelback do Cláudio. Mas pouco depois eu já me arrependia de correr com apenas 1,5l de água… metade havia indo embora e não estavamos na metade da prova.


[claúdio à frente e eu analisando a planilha]

Nesta etapa não contamos com a presença da Lisie que está se recuperando de uma lesão na perna direita.

Pouco depois do Neutro, erramos uma referência de navegação e perdemos alguns minutos, ainda bem que estavamos ainda em forma, e conseguimos correr alguns km para recuperar o tempo perdido. chegamos a adiantar alguns minutos e eu consegui fazer uma glicemia durante a prova.

As glicemias foram um show à parte neste domingo, amanheci com a excelente medição de 99mg/dl melhor seria impossível, 99 é a melhor marca para manter. Logo antes da prova, com um pouco de nervosismo e depois de um café da manhã reforçado, a glicemia havia subido um pouco, 240mg/dl, corrigida com insulina larguei com a glicemia ainda um pouco alta. Já depois da metade da prova consegui fazer outra medição e a surpresa 73mg/dl, a correção foi feita com algumas bananas e algumas melancias, prontamente encontradas no Neutro [no caminho de volta]. No final da prova um susto, uma medição marcou 47 mg/dl, sem que eu sentisse os sintomas da hipoglicemia. Mas já descançando não foi preciso muito para colocar a glicemia em ordem outra vez.

A próxima prova do Iron vai acontecer dia 6/7 em Mariana, chamada de Desafio dos Inconfidentes será, provavelmente, uma prova mais longa, dura e técnica, e pra deixar um gosto ainda mais especial, será no dia do meu aniversário.

update: a prova do dia 6/7 vai ser mesmo um longão, 12h de trekking, largada à meia-noite do dia 6.

É, não é fácil morar em um estado e competir um campeonato de outro estado. Ficar longe dos companheiros de equipe, treinar sozinho e no final de semana da prova se encontrar para competir e depois voltar pro outro estado.
A equipe sofre muito com a distância, perde-se em entrosamento, perde-se na oportunidade de treinar juntos, repetir circuitos de provas anteriores, enfim, não faz bem.

Na 5a. etapa do Iron Racing, encontramos ainda outros problemas. Na manhã da prova descobri que meu cronomêtro estava quebrado e que minha bússola havia desaparecido. Além de sair de Belo Horizonte com atraso, ainda estavamos sem dois dos mais importantes equipamentos em uma prova de trekking.

Salvos, em parte, pelo Wellington, diretor de prova e dono da Iron Adventure, que graças a Deus havia levado algumas bússolas para vender no dia da prova, conseguimos navegar sem mais problemas. Mas infelizmene não conseguimos andar no ritmo porque estavamos sem um cronomêtro.

Na confusão de perder os equipamentos, acabei deixando para trás também o glicosímetro e não fiz as medições durante a prova, que acredito eu, pelo nível de stress, deveriam estar muito acima do normal.

Problemas acontecem, e não foram suficientes para abalar, por muito tempo, o ânimo da equipe, nos focamos em treinar e mostrar para a Liza, quem sabe uma futura integrante da equipe, como funciona uma prova de enduro à pé.

A prova foi relativamente tranquila, com poucos trechos de subida forte, com velocidades consideradas moderadas, mas de alto nível técnico no quesito navegação.

O 19 lugar na colocação geral em nossa categoria, trekkers, nos fez subir 3 posições na tabela do campeonato, agora muito distante dos lideres, mas ainda com chances de não ficarmos tão atrás no final do campeonato.

O que me deixa, relativamente, tranquilo é que mesmo com todos esses problemas nós nunca terminamos uma prova como últimos colocados. Já estivemos sem tempo calculado, sem cronomêtro, deixamos de participar de uma prova, e ainda assim estamos vivos no campeonato.

Domingo agora tem mais uma etapa, dessa vez em betim. Estaremos lá, apareça e veja como é uma prova de trekking.

Manter uma rotina de treinamentos é algo muito difícil para quem não é atleta profissional. Por profissional entenda, que recebe patrocinio, vive para o esporte, etc… Os atletas ‘amadores’ tem outras obrigações, como trabalho, estudos, etc… que tomam o tempo em que ele estaria treinando.

Há dois meses me mudei para São Paulo, a trabalho, no dia da mudança aconteceu a 4a. etapa do Iron Racing, prova noturna que seria muito legal pro Aventuradiet, mas como era exatamente no dia em que minha mudança estava agendada a equipe teve que ficar de fora da prova. Infelizmente.

Em São Paulo, provisóriamente, morando muito longe do serviço, e trabalhando quase 16h por dia, não sobrava tempo para treinar, a falta de treino refletiu na 6a. Etapa do Iron Racing.

Como manter a forma física quando não é possível treinar? Impossível, infelizmente. Existem vários exercícios que você pode fazer, eu acabava andando mais indo e voltando do serviço, afim de não ficar 100% sedentário. Claro, quanto mais tempo longe das corridas, academia, etc… mais complicado é para manter a forma.
A intenção deste post não é mostrar que existe uma fórmula mágica para manter a forma, muito menos um elixir da juventude eterna, mas que mesmo nós que procuramos estar em campeonatos, treinamos e tentamos levar o esporte com máximo de seriedade possível também encontramos dificuldades para treinar e manter a equipe.

No último final de semana aconteceu a 3a. Etapa do Circuito Iron Racing de trekking. A corrida foi em São Braz o Suaçui, interior de minas, próximo à Congonhas.

Um domingo com céu coberto por nuvens cinzas, uma chuva fina acompanhou-nos durante a viagem de ida, e durante parte da manhã.

Nessa prova contamos com a presença de um terceiro integrante na equipe AventuraDiet, o Cristiano. Com a presença de mais uma pessoa, pude me concentrar mais na navegação e tempo, e o Claúdio mais na contagem de passos. O Cristiano foi o chipeiro da equipe, responsável por anotar nossas passagens nos PCs, e em cada um deles, marcar nossa passagem conectando o chip ao PC.

Para nossa sorte, durante a prova, e apenas em alguns espaçados minutos uma fina garoa caiu, o que nos ajudou a manter as planilhas secas, já que ainda [por pura falta de vergonha na cara] não fizemos nosso caderno de planilha.

Nessa prova quase tudo saiu bem. Saímos cedo de Belo Horizonte, chegamos cedo no local da largada, conseguimos uma tomada e uma mesa confortável, calculamos todos os tempos com eficiência, sem erros e sem demora, tivemos tempo para alongar, e largamos na hora certa.

Durante os primeiros trechos, nosso aventureiro de primeira viagem, o Cristiano, sentiu-se desconfortável com seu coturno, que derrapava muito na lama da trilha. E esse foi, na minha opinião um dos dificultadores da prova, choveu muito durante toda a semana e a trilha era um lamaçal só. Para andar a distância de dois passos precisávamos dar três, quando não quatro. Isso fez com que a contagem de passos fosse prejudicada, e não conseguimos ficar nem entre os 10 primeiros colocados no passo de ouro.

Mas sem erros no calculo da planilha não estouramos nenhum pc, e para uma equipe relativamente nova, e sem todos os equipamentos tecnológicos que auxiliam nossos adversários, perdemos poucos pontos, menos ainda se compararmos com as duas primeiras etapas, nossa pontuação foi de 2535 pontos. Desses 200 pontos são de minha inteira responsabilidade. Fomos punidos quando eu errei um trecho na navegação. Influenciado por um ‘pc’, que propositadamente estava no lugar errado para nos punir, e por outras equipes que também erraram o caminho.

Ao chegarmos no final da prova, fechando o último pc, da chegada, com pouco mais de 2 minutos de atraso, e com o cronometro indo muito bem durante toda a corrida, comemoramos bastante. Ao recebermos a folha de performance da equipe, ficamos ainda mais entusiasmados. Sabendo que não faríamos o passo de ouro, mas convencidos que ficaríamos entre os 5 primeiros colocados, decidimos esperar a premiação.

Ai veio o susto. Não chegamos entre os 5, nem mesmo entre os 10, esbarramos no 15, fomos os 16 colocados na classificação geral. Com a primeira colocada fazendo apenas 768 pontos.

Comparando nossos gráficos de performance com as das provas anteriores me animo ao saber que finalmente encontramos a fórmula certa, e que agora é questão de treino até figurarmos entre os primeiros colocados.

A prova foi relativamente curta, duas horas e pouco, sem muitos trechos de velocidade alta, mas muito desgastante pelo fato de o chão estar muito escorregadio, o que rendeu uns dois ou três dias de dores na parte posterior das coxas. Também desgastante pelo fato de que entre a segunda etapa e esta, tanto eu quanto o Cláudio não conseguimos treinar um dia sequer. O Excesso de trabalho fez com que passássemos quase um mês sentados na frente do computador sem nenhuma atividade física.

Que venha a próxima etapa, dessa vez noturna, em Ouro Preto, no dia 12 de abril.

Assim como na primeira etapa do Iron Racing, vou contar aqui como minha glicemia variou ao longo da prova e minhas conclusões a respeito disso. Vale deixar claro, que durante toda a vida o diabético aprende a lidar com a doença, e nunca, nunca mesmo, podemos dizer que sabemos tudo ou que sabemos 100% como nosso organismo reage às diversas situações.

Esta etapa, como disse no post sobre a prova, foi bem peculiar, passei uma semana viajando a trabalho, comendo mal e dormindo mais mal ainda, só treinei dois dias, e cheguei de viagem na véspera da corrida. Além disso a prova foi disputada em uma cidadezinha longe de BH, onde moro, tive que sair bem cedo de casa, e isso tudo interferiu nas minhas glicemias e no meu rendimento também.

Sai de casa com uma medição de glicemia capilar em 110 mg/dl, quase duas horas depois, ao chegar em Lavras Novas [eu era o motorista dessa vez], minha glicemia mediu 63mg/dl, quase uma hipoglicemia, mas eu já sentia os efeitos, tremedeira e sudorese. Compensei essa baixa de glicose com uma porção de castanhas-do-pará e uma barra de cereal diet.

Às 11:36, depois de problemas com nossa planilha, largamos, eu e o Cláudio bastante nervosos, mesmo conversando durante a prova e nos acalmando, mais ou menos uma hora e trinta depois da largada, uma outra glicemia capilar apontava um aumento na taxa de glicose 131 mg/dl. A hiperglicemia é um recurso do organismo durante as atividades físicas, é muito comum, durante competições que diabéticos apresentem altas taxas de glicose no sangue, e ao final da prova, uma queda abrupta dessas taxas.

O aumento da taxa de glicose, durante uma competições é explicado principalmente pela adrenalina que é liberada no organismo do atleta. É importante saber disso e saber como lidar com essas altas de glicemia, para evitar que no final da prova, quando o corpo relaxar, que o atleta apresente uma queda muito acentuada e rápida da taxa de glicose. O melhor a se fazer é acompanhar o organismo, e fazer medições mais frequentes, afim de evitar que a glicose suba muito ou caia muito. Se o atleta optar por fazer uma injeção de insulina de ação rápida, ele deve ficar mais ‘esperto’ ainda com as verificações das taxas de glicemia.

Como minha glicose não apresentou uma alta em demasia, e como já conheço bem minhas reações durante períodos de stress e adrenalina, optei por não fazer uma injeção de insulina. Um dos motivos para essa decisão é também o fato de que meu companheiro de corrida, o Cláudio, ainda não sabe muito bem como lidar com um diabético em casos de hiperglicemia e hipoglicemias, e no caso de provas de aventura, outdoor, o resgate pode ser muito demorado, o risco de uma hipoglicemia durante uma corrida de aventura é muito perigoso para um atleta diabético.

Aproximadamente na metade da prova, chegamos ao neutral, um lugar onde podemos descansar por um período mais longo, e onde re-abastecemos as garrafas de água, e podemos comer algumas bananas, maçãs e melancias fornecidas pela organização. Bananas são muito ricas em potássio, que ajuda a evitar caimbras, e em carboidratos, o que eleva a taxa de glicose e evita hipoglicemias, as melancias tem muito carboidratos também, e as maçãs são mais ricas em frutose. Nesta etapa chegamos tarde demais ao neutral, e não havia mais melancias, uma pena, porque elas hidratam e ajudam a elevar a taxa de glicose.

No neutral minha glicemia capilar indicava uma taxa de 80mg/dl muito boa para uma prova que já durava mais de duas horas. Fazendo um grafico rápido minha glicemia começou baixa, subiu um pouco durante a prova, mas na metade da prova já estava em um nível que exigia atenção. 83 mg/dl é uma boa taxa antes de refeições e após períodos de jejum, mas neste caso, onde teriamos mais ou menos mais duas horas de corrida, e um grande esforço físico era esperado, o ideal foi comer bastante banana, algumas maçãs e mais uma barra de cereal diet.

Essa atitude evitou que minha glicemia caísse muito durante a prova, e me deu energia suficiente para chegar ao final das 4 horas e 18 minutos de prova com uma glicemia de 143 mg/dl, uma taxa considerada alta, porém aceitável visto a quantidade de carboidratos consumida no neutral e a adrenalina da competição.

Depois da prova, sempre procuro me alimentar bem, dessa vez, comemos uma empada com refrigerante e alguns biscoitos, essa atitude simples me permitiu dirigir de volta para Belo Horizonte sem nenhuma complicação. Se eu não tivesse me alimentado imediatamente após o termino da corrida, muito provavelmente em alguns minutos eu apresentaria sintomas de hipoglicemia. Um sério risco caso eu estivesse ao volante, na estrada, ou mesmo se ainda tivesse em Lavras Novas, uma cidade onde o acesso é muito difícil e não existem hospitais ou médicos especializados para um socorro imediato.

No último final de semana ocorreu a 2a Etapa da Copa Iron Racing de enduro à pé, a corrida foi em Lavras Novas, um belo distrito de Ouro Preto, cerca de 120km de BH.

Essa prova foi bastante peculiar para mim e para o Claúdio, meu companheiro de competição, a semana anterior eu passei em São Paulo, em um evento ligado à miha profissão, webdeveloper, e foi uma semana onde eu praticamente não pude treinar, dormi muito mal e pra piorar um pouco mais, a alimentação se restringiu a sanduiches e refrigerantes. Péssimo!

O retorno de Sp foi de sexta para sábado, e logo no domingo de manhã eu já estava na estrada novamente, rumo a lavras novas, o desgaste de tanta movimentação foi sentido na prova, fiquei ofegante a maior parte do tempo.

Ao chegarmos em Lavras Novas, começamos logo a passar os dados da planilha para o notebook, e fazermos as contas, e mais uma vez, nossa planilha do excell mostrou-se bugada. Para cada minuto de neutro, ela estava calculando 1 hora de parada. Quando percebemos isso faltava cerca de uma hora para a nossa largada, que seria às 11:36. Tentamos refazer a planilha e corrigir os calculos manualmente, mas a bateria do notebook não aguentou e tivemos que largar sem calcular os tempos to trecho 25 em diante. A prova teve 54 trechos.

Com mais da metade da prova literalmente perdida e nervos à flor da pele, optamos por fazer dessa prova uma espécie de treino de luxo. Esquecemos do relógio e curtimos a linda paisagem de Lavras Novas, e tentamos não cair nas pegadinhas de orientação que nosso diretor de prova nos pregou nesta etapa.

Pelas médias de velocidade, o excesso de subidas e descidas [falar de Lavras Novas sem falar em subidas e descidas é impossível :)], e o sol que castigou durante toda a prova, tenho certeza de que essa foi uma das mais duras provas de enduro à pé que eu já vi.

Apesar de Murphy ter dado as caras e atrapalhado nossa equipe, ficamos bem colocados, levando em consideração todos os problemas, 16 colocado na prova, com 34 equipes participantes. Ou seja, teve equipe que mesmo com todos os calculos conseguu ficar em colocação pior que a nossa. Resumindo, navegamos muito bem numa prova considerada muito técnica em navegação [Claro, estou muito feliz, afinal eu sou o navegador da dupla :)].

A próxima corrida, do Iron Racing, só dia 16 de março, em Congonhas, já estamos preparando um novo software para calculo dos tempos, e esperamos mais um integrante no time.

Em todo esporte a combinação certa de resistência e força ajudam muito o atleta a vencer. Nos esportes de aventura, embora pareça o contrário, o a resistência é o fator mais importante, não dá pra dizer com precisão em que proporção estão tais fatores, mas é certo que conseguir manter um ritmo puxado sem que seus músculos começem a doer ou que cheguem as temidas caimbras - resultado também da fadiga - com certeza vai permitir ao cérebro pensar melhor, e acredite, numa corrida de aventura pensar é fundamental.

Os meus treinamentos, por pura falta de condição financeira, ainda não são acompanhados por um treinador ou treinadora especializado(a) em esportes de aventura, mas ao longo dos anos e com algum estudo eu aprendi alguns conceitos que me permitem me manter em forma.

Buscando ganhar mais resistência muscular que massa muscular, meus treinamentos basicamente são compostos de corridas ou cooper como alguns preferem chamar, com duração média de 35 minutos, 5 vezes por semana, e nas semanas que antecedem as provas esse tempo é mantido, porém a velocidade é menor e a frequência cai para 3 dias por semana. Na semana seguinte a uma prova, corro apenas duas vezes e numa frequência também menor.

Estes 35 minutos de corrida, começam com um trecho curto e plano, passando para um longo de subida e em seguida um outro longo de plano, ou semi-plano já que existem algumas baixas variações no terreno. Ao final desse trecho dou meia volta e refaço o percurso.

A subida ajuda a fortalecer a parte posterior das pernas, e exige mais do sistema cardio-respiratório, a descida, ao contrário do que todo mundo pensa, é também muito exigente, já que para não começar a rolar, é preciso segurar o peso na musculatura da parte frontal das pernas.

A duração da atividade com uma mesma carga de tensão, ou variável de forma que durante todo o tempo você esteja em atividade é que faz a resistência aumentar.

Ao treinar tenha atenção ao seu corpo, não abuse, não ultrapasse seus limites e mantenha uma carga de atividade que seu organismo seja capaz de suportar. Ninguém começa correndo 35 ou 40 minutos logo na primeira semana. Eu por exemplo comecei com corridas planas de 15 minutos, alternando sempre com pelo menos metade do tempo de caminhada leve.

Bons treinos, em breve mais novidades por aqui : )

O período que antecede uma competição deve ser de descanso, não há mais nada para melhorar em relação à performance do atleta, e ainda por cima, existe o sério risco de uma lesão prejudicar a prova.

Ainda sem saber qual o motivo, meus pés apresentaram uma inflamação na região do tornozelo na semana anterior à prova. Muito gelo e anti-inflamatório ajudaram a melhorar o quadro ao ponto de eu conseguir competir. No caminho para o local onde seria a prova, saindo de BH para Sta. Luzia, eu fui, dentro do carro, com gelo nos pés, a mesma coisa na volta pra casa.

Além dessa lesão nos pés, eu ainda levei um tombo monstro durante a prova, o que me garantiu ainda mais dores hoje, segunda-feira.

Nestes dias após uma corrida, a melhor coisa a fazer é relaxar, manter os horários de sono é o ideal, mas dormir um pouco mais no dia seguinte pode ser a saída para o organismo descansar. Os treinamentos devem ser mantidos, caso hajam condições físicas para tal, mas em um nível muito inferior, já que o desgaste da prova é muito grande. Eu particularmente não treino no dia seguinte à prova. Meu calendário de treinos é composto de corridas às segundas, quartas e sextas, e escaladas à terças e quintas, e escalada em rocha aos sábados e domingos, quando posso. Como as provas acontecem aos domingos, eu não treino nas segundas, e nas terças a escalada é bem leve. A corrida de quarta também é mais leve, e só volto a treinar normalmente na quinta e sexta se as dores musculares permitirem.

A regra de ouro é não se esforçar em demasia, nunca vá além do seu limite, quando perceber que não dá mais, pare imediatamente. Forçar demais pode provocar uma lesão o que pode te deixar fora de uma prova ou de várias provas.

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